Poetas Velhos ~ Leminski

Bom dia, poetas velhos.
Me deixem na boca
o gosto dos versos
mais fortes que não farei.

Dia vai vir que os saiba
tão bem que vos cite
como quem tê-los
um tanto feito também,
acredite.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

das manhãs.

é quando o ar falta e a densidade das coisas carrega um cheiro peculiar, tenro e quente; é como se o sol estancasse por alguns instantes o seu brilho solar e o mundo perdesse o equilibrio, quedasse imóvel; é uma flor a pendular suas novas pétalas, recém abertas, colhendo o orvalho matinal; ou um sorriso mais ingênuo; as bocas escorrendo líquidas palavras de desejos; como um encontro da Lua e do Sol, no poente da lua cheia. é uma invenção da vida, e um filme de arte falando sobre amor. como se num abraço coubesse todo o mundo, e se num espaço de segundos houvesse vida suficiente para todas as outras rodas da vida.*


Indi