Tão dentro que brincava de esconder
Se achar a saída fosse o único esconderijo
Escorregava alegremente pelas vielas da alma
E apreciava o dom das artérias em converter sangue.
A alma lavada de vermelho lhe retribuía com segredos
Como um pulsar ávido do coração em ser
Como um respirar forte e lento por não conter
Como a vida que esvai-se em cada século de segundo vivido.
A vida tem de pregar peças, adianta-se em futuros
Nos aterrissa em presente oculto, e nos enebria com o passado remoto.
Tão dentro que a vida ali,
pequena por ser dentro, agigantava-se assim mesmo,
quando os olhos se abriam.
A visão do lado inconsciente
abrem-se novas portas e das janelas do corredor principal
nascem sóis e estrelas
à medida que a vida percorre o seu curso.
O tempo é o senhor do Destino
mas o Destino vem em forma de acaso solar.
E este acaso soa como uma cobertura de carne
a proteger-nos das investidas cotidianas.
Contra a carne somente o fel
O que há contra a Alma :!
Indi.